Ó, POETA!
Ele sempre
se sentava naquela cadeira espreguiçadeira e fitava o lago
Fitava a
grande paineira
Sempre trazia
consigo papel e caneta e se punha a poetar
Era simples,
modesto
Um homem de
muito saber, muitas palavras e muitos silêncios
Estendia a
mão me entregando a folha
Eu lia,
relia
Elogiava a
poesia
Mas naquele
tempo não conhecia a dimensão de uma paixão
Não conhecia
Poeta, se
possível, de onde estiveres me estenda a mão
Não a folha
escrita, nem a palavra dita
Me estenda
a mão
E através das
energias que aconteça o toque de nossos corações
Talvez consigamos
atravessar as dimensões
sonia delsin

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