TROCANDO EM
MIÚDOS
Há um rio
atrás da casa
Uma cerca
viva
Uma roseira
quase morta
Meio torta
Mas que vez
em quando ainda floresce
Há um varal
vazio
Um canteiro
de margaridas
E não há o
som longínquo do moinho
Há a
lembrança da criança
Da trança
Da
esperança
Em outras
palavras
O passado
está intacto em algum lugar guardado
sonia delsin

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